Portugueses trocam comida cara por hambúrgueres e pizas

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Portugueses trocam comida cara por hambúrgueres e pizas

Mensagem  vivie em Seg Nov 17, 2008 2:42 pm

Os portugueses estão a preferir as comidas mais rápidas e baratas à restauração convencional. A tendência é comprovada ao analisarem-se as vendas de Janeiro a Setembro da Ibersol, empresa que detém várias marcas ao nível da fast food e de outros tipos de alimentação.

Neste caso, na crise financeira, nem todos saem a perder: é o que sucede com a área de hambúrgueres e pizas.

De acordo com os resultados da empresa, nos nove primeiros meses deste ano a venda de hambúrgueres Burger King cresceu 34,9 por cento para os 12,05 milhões de euros, enquanto as pizas da Pizza Hut subiram 7% até 49,31 milhões de euros, ao passo que as sanduíches do Pans & Company cresceram 7,4% até aos 16,29 milhões de euros.

No outro lado da balança estão o Pasta Caffé, que se dedica à cozinha italiana, e cujas vendas diminuíram no mesmo período 6% para 5,94 milhões de euros, enquanto o OKilo, especialista em churrasco, caiu 9,1% para 4,19 milhões de euros.

Segundo a Ibersol, até Setembro, o ano de 2008 fica marcado por uma «tendência de transferência de consumo de conceitos de ticket mais elevado para os conceitos de preço mais baixo acentuou-se com o Burger King, Pans e KFC a registarem uma aceleração do ritmo de crescimento das vendas».

A empresa elogia ainda a «performance» da Pizza Hut que «conseguiu manter o bom desempenho que tem evidenciado há mais de um ano», comprovadas pela já citada subida de vendas na ordem dos 7%.

A Ibersol, que viu os seus lucros crescerem 10% até 11 milhões de euros, conclui igualmente que as marcas conseguiram absorver «os acentuados aumentos de preços das principais matérias-primas que ocorreram no início do ano e que entretanto foram sofrendo pequenos ajustamentos».

Já no mercado espanhol, a empresa diz que os efeitos da crise se têm vindo a acentuar, o que está a conduzir a uma retracção do consumo e «ao incremento da pressão promocional no mercado de vendas ao domicílio».

McDonalds supera previsões

A tendência já havia sido comprovada pela maior cadeia de restaurantes do mundo, a McDonalds, que anunciou, no final do mês passado, um aumento nos seus lucros em 11 por cento, no terceiro trimestre de 2008, superando assim todas as previsões.

O resultado líquido a nível global cresceu para os 1,19 mil milhões de dólares (898 milhões de euros), face aos anteriores 1,07 mil milhões de dólares obtidos no mesmo período de 2007.

As receitas da McDonalds também aumentaram para 6,27 mil milhões de dólares, o que compara com os 5,9 mil milhões registados no terceiro trimestre do ano passado.

Antes, no final do Verão, e apesar de cautelosa numa análise de actividade na primeira metade deste ano, a McDonalds Portugal disse à Agência Financeira que «o agravamento da crise económica tem, naturalmente, impacto na vida dos portugueses e nas sua opções de consumo». Algo que não tem afectado a cadeia de hambúrgueres em Portugal: «O balanço que nos é possível fazer actualmente é bastante equilibrado, uma vez que, até ao momento, têm-se mantido as visitas aos restaurantes McDonalds», referiu na altura da empresa.


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