Cancro da Mama

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Cancro da Mama

Mensagem  li em Sab Jan 31, 2009 4:52 pm

As mulheres com alto risco de contrair cancro da mama podem remover, parcial ou totalmente, os tecidos do seio antes do aparecimento do cancro.

As mulheres com alto risco de contrair cancro da mama podem remover, parcial ou totalmente, os tecidos do seio antes do aparecimento do cancro. Um estudo realizado recentemente mostra que este tipo de intervenção reduziu em 90 por cento as possibilidades de ocorrência do cancro da mama num determinado grupo de mulheres. Mas a investigação do cancro terá ainda de continuar.

Nem todas as mulheres correm o mesmo risco de sofrer de cancro da mama. Para as que se encontram em situação de alto risco existe a possibilidade de remover o seio, no todo ou em parte, antes do surgimento do cancro.

Segundo os resultados de um estudo divulgado no princípio deste ano, as mulheres com uma história familiar de cancro da mama podem recorrer a uma mastectomia profilática, com um índice de sucesso de 90 por cento em termos de evitar o aparecimento da doença.

Cirurgia mesmo quando saudável

O estudo, realizado numa clínica norte-americana, veio assim demonstrar que a remoção dos tecidos do seio antes do surgimento do cancro em mulheres de alto risco é uma técnica que pode ser usada.

São já numerosas as mulheres que aceitaram a sugestão. Uma dessas mulheres, com uma aterrorizadora história familiar, conta que a mãe e uma das suas tias tinham morrido de cancro da mama antes dos 50 anos. A avó materna e uma outra tia foram vitimadas pela mesma doença antes dos 40.

Com estes antecedentes familiares, as opções não eram muitas para esta mulher. Segundo o seu relato, "podia continuar a fazer uma mamografia de três em três meses e ficar à espera que o cancro se declarasse ou fazer a operação por forma a melhorar as minhas hipóteses de evitar o cancro". Nestas condições, optou por "recorrer à cirurgia enquanto ainda estava saudável, em vez de fazê-la quando já tivesse o cancro".

Optar com mais certeza

Até há pouco tempo, a mastectomia preventiva era considerada como uma opção para mulheres com alto risco de contrair cancro da mama, mas não havia dados concretos quanto à sua eficácia. Por essa razão, as mulheres viam-se confrontadas com uma opção sem terem uma ideia definitiva sobre as possibilidades reais de redução de risco. O inquérito divulgado em meados de Janeiro veio alterar esta situação, demonstrando o nível de eficiência do processo. br> O estudo desenvolvido entre mulheres com uma história familiar de cancro da mama concluiu que a remoção preventiva do seio, total ou parcial, se traduzia numa redução da possibilidade de contrair a doença. Mais concretamente, a pesquisa apurou que nove em cada dez mulheres de alto risco não tinha contraído cancro da mama.

90 por cento de sucesso

O estudo abrangeu 639 mulheres, submetidas a mastectomia profilática entre 1960 e 1993. De acordo com a sua história familiar, 214 destas mulheres eram apontadas como estando em situação de alto risco. 425 estavam em situação de risco moderado.

Recorrendo uma projecção estatística, estimou-se que 37 das mulheres de risco moderado iriam sofrer de cancro da mama e que 10 delas morreriam devido à doença.

Contudo, apenas 4 dessas mulheres contraíram cancro da mama e nenhuma delas morreu, o que representa uma redução de 89 por cento nas ocorrências.
O estudo usou um método diferente para comparar as taxas no grupo de alto risco, levando em conta as irmãs das mulheres que tinham feito a mastectomia profilática.

De entre as 214 mulheres de alto risco que tinham efectuado a operação, apenas três foram atingidas pelo cancro. Este grupo de mulheres tinha 403 irmãs que não foram submetidas à intervenção. Segundo os resultados apurados, 156 delas contraíram cancro.

Comparando os números relativos ao aparecimento do cancro da mama entre o grupo de mulheres que se submeteu à mastectomia profilática e o grupo formado pelas suas irmãs, que não se submeteram à intervenção, verificou-se uma redução de risco da ordem dos 90 por cento.

A decisão é sua

Embora a redução de casos seja assinalável devido à intervenção cirúrgica para remoção dos tecidos do seio, a possibilidade de aparecimento do cancro não fica definitivamente afastada. Isto porque os tecidos do seio não estão confinados a um espaço restrito, estando distribuídos por uma ampla área do peito. Daqui se conclui que as investigações sobre esta doença têm ainda que prosseguir.

Para as mulheres em situação de alto risco continuam a existir três opções - a vigilância permanente, a utilização de medicamentos apropriados e a mastectomia profilática. Cada opção tem os seus prós e os seus contras e por isso devem ser cuidadosamente ponderadas por cada mulher.

A genética do cancro da mama

A descoberta de dois genes em meados dos anos 90 representou um passo gigantesco na investigação sobre o cancro. Segundo os investigadores, as mutações de genes estão na origem do cancro da mama de algumas mulheres. Quando os genes se alteram deixando de evitar o crescimento do tumor, o risco de cancro da mama aumenta de maneira significativa.

O cancro da mama hereditário representa 5 a 10 por cento de todos os casos. A ciência médica estima que as mutações dos dois genes recentemente descobertos constituem mais de metade dos casos de cancro da mama hereditário. Mas uma história familiar de cancro da mama não significa necessariamente que a mulher tenha herdado o gene deficiente.

No entanto, mulheres sem uma história familiar desta doença têm ainda dez por cento de hipóteses de a contrair se viverem até aos 80 anos. Esta probabilidade aumenta para uma em oito hipóteses se atingirem os 95.

QUAIS SÃO AS BASES DO CANCRO DA MAMA HEREDITÁRIO?

As famílias de alto risco apresentam quase sempre estas características:
- Cancro da mama em numerosas familiares próximas
- Cancro da mama em mais de que uma geração
- Cancro da mama em mais de metade das mulheres da família alargada
- Aparecimento prematuro de cancro da mama em membros da família, muitas vezes antes dos 45 anos
- Ocorrência frequente de cancro do ovário
Fonte: Farmácia Saúde

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Re: Cancro da Mama

Mensagem  primata em Qui Fev 05, 2009 4:08 pm

a minha mãe faleceu com cancro da mama, tinha apenas 52 anos
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