Puberdade: Como elas e eles são diferentes

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Puberdade: Como elas e eles são diferentes

Mensagem  li em Sab Jan 31, 2009 4:43 pm

Ninguém escapa à puberdade, na sua passagem de criança a adulto. Nesta fase da vida, tudo se transforma. Sucedem-se as alterações hormonais, físicas, psicológicas... Uma etapa essencial para raparigas e rapazes que sofrem uma autêntica metamorfose no espaço de alguns anos.

O sinal de partida é dado por ordens que provêm do cérebro, tanto para os rapazes como para as raparigas. A puberdade traduz-se numa sucessão de lentas transformações do corpo que geralmente se prolongam por vários anos. A esta metamorfose física em cada um dos dois sexos vão juntar-se certas desordens psicológicas ligadas à perturbação generalizada sentida pelo corpo.

O despertar da sexualidade

Esta etapa da vida em que o adolescente abandona a infância é extremamente enriquecedora. Vai descobrir novos centros de interesse, enfrentar novas emoções e, sobretudo, amadurecer.
Os jovens adolescentes mantêm-se, geralmente, entre pessoas do mesmo sexo, até que progressivamente se vão constituindo grupo mistos. No final, acabam por se criar casais.
Os adolescentes preocupam-se com a aparência e interrogam-se sobre a sua capacidade de sedução. Vão, paralelamente, sentindo atracções físicas e descobrindo as suas primeiras emoções sexuais.
Os pensamentos tornam-se eróticos e esta é a altura em que vão viver as suas primeiras histórias românticas.
Estas pulsões naturais são-lhes agradáveis, ao mesmo tempo que lhes trazem alguns receios. O outro sexo representa o desconhecido e nesse campo o melhor é estar seguro.
As primeiras emoções das raparigas traduzem essencialmente o desejo de agradar, o que se reflecte numa permanente inquietação quanto a não serem suficientemente atraentes. Mostram-se particularmente sensíveis quanto ao crescimento dos seios, sinal exterior de feminilidade.
Naturalmente, as raparigas não vivem todas da mesma maneira a transformação do seu corpo. Algumas têm vergonha das suas novas formas e escondem-se em roupas excessivamente largas. Outras, pelo contrário, mostram-se orgulhosas por parecerem já uma mulher e usam vestidos justos até ao limite da provocação.

Ternura e erotismo

Muito românticas, as raparigas sentem principalmente um desejo de ternura. Os encontros propriamente sexuais não são geralmente a sua principal preocupação.
Os rapazes, por seu lado, desenvolvem desde logo um desejo principalmente orientado pelas suas emoções eróticas. As formas femininas agudizam-lhes os sentidos, o que não os impede, como as raparigas, de temerem o falhanço, de sofrer de uma certa falta de confiança, de duvidar da sua própria virilidade.
Desde a infância que os rapazes se habituaram ao facto de os seus órgãos sexuais serem externos e visíveis. Por outro lado, o tamanho do seu pénis, a expressão física da sua virilidade, pode provoca-lhes muitas inquietações e receio de serem escarnecidos pelos outros.


As diferenças nas raparigas

A puberdade da rapariga inicia-se em média entre os 8 e os 14 anos. A produção hormonal dos ovários vai provocar grandes alterações. O aparecimento das regras demonstra que a jovem atingiu a maturidade sexual. A partir desta altura pode já engravidar.


Crescimento dos seios

Um dos primeiros sinais é frequentemente a aparição dos seios sob a forma de pequenos nódulos, por vezes sensíveis, ao nível do mamilo. Mais do que uma dor, trata-se de um ligeiro incómodo. Depois, os seios aumentam de volume. As auréolas que circunda o mamilo alargam e tornam-se proeminentes. No final do desenvolvimento, apenas a extremidade dos seios fica firme e dura.

Aparição da pilosidade

Cerca de seis meses após o início do crescimento dos seios aparecem geralmente os primeiros pêlos no pubis onde vão crescendo de forma triangular. Os pêlos axiliares surgem mais tarde e com eles o início da actividade das glândulas sudoríparas que libertam o suor. Por último, a penugem que cobria o corpo transforma-se em pêlos mais longos nas pernas e nos braços.

A sexualidade em pleno

Paralelamente à aparição dos pêlos produz-se uma modificação interna dos órgãos genitais, aumentando o tamanho dos ovários e do útero. A mucosa vaginal transforma-se, os grandes lábios desenvolvem-se e os pequenos pigmentam-se. O clitóris cresce e torna-se sensível.

O corpo alonga-se

No final da puberdade, o corpo de uma rapariga é já o de uma mulher. Uma aceleração sensível do crescimento ósseo ocorre sob a influência das hormonas.
Considera-se que uma rapariga, dos 10 aos 14 anos, pode crescer entre 5 e 11 centímetros por ano. Isto significa que desde o início da puberdade pode crescer de 15 a 20 centímetros.

A silhueta transforma-se

A bacia alarga, enquanto que o alto do corpo se torna mais fino, sendo possível um certo aumento de peso. As gorduras, por seu lado, vão-se espalhando, localizando-se nas ancas, na bacia e nas coxas.
Algumas raparigas vêm nessa altura surgir celulite e estrias na pele.

A chegada das regras

Em Portugal, as regras surgem geralmente entre os doze e os treze anos. A instalação é progressiva, na maior parte dos casos dois anos após o início do crescimento dos seios.
Normalmente, nas primeiras regras não são libertados óvulos. Também costumam ser um tanto irregulares.
No ano seguinte à primeira aparição, as regras já ocorrem com intervalos de seis semanas ou de dois meses. Quase sempre são indolores.
Ao cabo de um período que pode ir até um ano, os ciclos tornam-se ovulatórios. A ovulação está ligada à secreção pelos ovários de uma nova hormona: a progesterona. As regras tornam-se então geralmente mais regulares, cada 28 ou trinta dias, e podem ser acompanhadas de dores.


AS DIFERENÇAS NOS RAPAZES


Nos rapazes, a puberdade inicia-se geralmente entre os 11 e os 16 anos. A testosterona aumenta. Lentamente no princípio, depois com maior rapidez, desencadeando uma série de alterações.

Mais tardias do que no caso das raparigas, estas alterações começam a tornar-se visíveis entre os 12 e os 13 anos. Prosseguem durante 4 ou 5 anos. O final da puberdade significa o início da maturidade sexual. O jovem fica então fisiologicamente apto a ter relações sexuais e a tornar-se pai.

Testículos aumentam

Um dos primeiros sinais é a modificação e o aumento do tamanho dos órgãos genitais, membro viril e testículos. Esta transformação acontece entre os 11 e os 12 anos. O escroto que envolve os testículos torna-se mais escuro, ao mesmo tempo que se enruga. Mas levará ainda alguns anos até que o pénis atinja o seu tamanho adulto e o escroto a sua cor definitiva.

Crescem os pêlos

O aparecimento dos pêlos ocorre geralmente até aos 16 anos. Classicamente, aparecem em primeiro lugar no púbis, pelos 13 anos, espalhando-se em forma de losango.
Por volta dos 14 anos começam a aparecer nas pernas e, aos 15, nas axilas.
Depois, entre os 16 e os 17 anos, os pêlos ganham espessura e endurecem no rosto. Em alguns casos, começam também a crescer no peito.

O corpo alonga-se

A velocidade de crescimento acelera-se durante a puberdade, ao mesmo tempo que se verifica a maturação dos ossos. O rapaz aumenta em média oito centímetros no primeiro ano da puberdade e seis a sete no segundo. Em certos casos, pode mesmo crescer 12 centímetros num só ano. Desta maneira, os rapazes podem chegar a aumentar a sua estatura em 20 a 25 centímetros num período extremamente curto.

Altera-se a silhueta

O corpo também se modifica em termos de desenvolvimento da musculatura, sobretudo em volta das espáduas. Paralelamente, as pernas e o tronco vão-se alongando, embora raramente de forma sincronizada. O corpo pode ficar provisoriamente desarmonioso, como umas partes mais desenvolvidas do que outras.
O dorso ganha volume, as espáduas alargam com o crescimento das clavículas, mas a bacia mantém-se mais estreita. Estas últimas transformações, essencialmente ligadas aos níveis de testosterona, ocorrem geralmente entre os 15 e os 16 anos.
A testosterona é também responsável pelas mudanças na voz, o que acontece entre os 13 e os 15 anos.

Surge a sexualidade

Involuntariamente ou não, as erecções ocorrem em qualquer idade. Quando a pilosidade púbica se torna acentuada e o pénis cresce, as erecções multiplicam-se. São frequentemente manifestações sexuais e, alguns meses mais tarde, aparecem as ejaculações.
A primeira ejaculação representa a maturidade sexual.


Como ajudá-los a ultrapassar esta fase?

Ao aproximar-se a puberdade é essencial informar as crianças, em devido tempo, da revolução fisiológica que o seu corpo vai sofrer.
Quem estará mais bem habilitado para abordar a questão? Embora hoje se fale da puberdade mais abertamente, os pais continuam a ser, na maior parte dos casos, os interlocutores privilegiados em matéria de educação sexual.
Os pais estão sem dúvida mais à vontade com os rapazes e as mães com as raparigas, mas esta não é uma regra sagrada. Apenas as afinidades e as relações de confiança são capazes de levar às confidências. Todos passámos por isto.

Manter a proximidade


Os pais podem ter tendência para esquecer que já passaram por uma situação idêntica. É preciso recordar que a adolescência é vivida num enorme estado de angústia. Os filhos devem por isso ser pacientemente acompanhados.
Hoje em dia, tanto as raparigas como os rapazes estão a tornar-se púberes cada vez mais cedo. Isto leva a que a aparência do seu corpo nem sempre corresponda à realidade interior. Os seus corpos de adulto podem fazer esquecer que são ainda crianças, criando frequentemente mal-entendidos responsáveis por numerosos problemas no seio da família.
Em certas alturas da puberdade produz-se uma metamorfose do corpo muitas vezes pouco agradável. Os membros não crescem da mesma maneira e ao mesmo ritmo. Muitos jovens sentem-se, assim, muito mal dentro do seu novo corpo.
Esta desproporção do corpo tem efeitos incómodos, que o jovem é o primeiro a experimentar. É desastrado, deixa cair as coisas, esbarra-se com as portas...o que é aborrecido para toda a gente, mas sobretudo para ele. É altura de os tranquilizar, explicando-lhes que o que está acontecer é apenas vulgar. Já aconteceu nas gerações anteriores e voltará a acontecer com os seus próprios filhos.

Dar tempo ao tempo

A perda de pontos de referência da criança surge de uma maneira brutal. O corpo modifica-se subitamente no curto espaço de um ou dois anos, período insuficiente para que um adolescente consiga adaptar-se às dimensões do seu novo corpo. Sente-se bizarro e suporta mal a situação. A única coisa a fazer é dar-lhe tempo para se habituar às suas novas medidas.
Na adolescência, rapazes e raparigas entram frequentemente em conflito com os adultos, revoltam-se, procuram afirmar-se. Afastam-se da família para criar outra: os amigos.
Este desejo de independência traduz uma busca de identidade própria indispensável à sua futura vida social. Durante estas fases os pais nunca devem renunciar ao seu papel de educadores. O adolescente tem necessidade de se sentir enquadrado durante este difícil período da sua vida.

A puberdade dos pais

A puberdade, para além de angustiante para os rapazes e raparigas, é também um desafio para os país. O segredo parece estar em agir com equilíbrio, verdade e bom-senso.

Como proceder

Banalizar e tornar positivos os acontecimentos. Uma mensagem serena favorece a boa aceitação de uma situação. A chegada das regras, por exemplo, não deve ser apresentada como um drama, mas como uma conquista de feminilidade e de fecundidade.

Responder sem vergonha nem hesitações. Contudo, se as perguntas não surgem, não receie provocá-las. Qualquer pretexto pode servir, como por exemplo um programa de televisão sobre o parto, as regras, a esterilidade ou em quaisquer outras alturas propícias.

O que não deve fazer

Evitar as perguntas. Tente estar sempre disponível para responder a todas as perguntas dos seus filhos. Mesmo quando surgem num momento pouco conveniente.

Disfarçar as perguntas incómodas. Uma criança de 3 anos tem tanto direito a uma resposta como qualquer outra. É possível responder a perguntas em qualquer idade com total sinceridade. E, acalme-se, o adolescente não lhe vai exigir pormenores incómodos. Por isso, não entre em detalhes que ninguém lhe pediu.

Nunca mentir. Mentir destrói a confiança que possam ter em si. Já lá vai o tempo em que os bebés eram trazidos pela cegonha ou nasciam dentro de uma couve. Mesmo muito jovem, a criança tem direito à verdade, naturalmente com palavras ao seu alcance.

Não forçar-lhe. De uma maneira ou de outra, a criança está sempre a enviar-lhe mensagens, mesmo que o não saiba. Não é raro que um adolescente faça uma pergunta e não espere pela resposta completa. Em vez de ouvir, prefere ir brincar com o computador, ou ir falar com alguém. É, de resto, um fenómeno que acontece em qualquer idade. Embora este comportamento possa exasperar, mantenha a calma. Esta fuga inconsciente é um sinal para não insistir. O jovem já registou o que lhe interessava e sabe que os pais estão abertos às suas perguntas. O objectivo foi alcançado.
Fonte: FarmáciaSaúde

Ai meu Deus a puberdade... olhar hoje para o meu filho com 13 anos... sentir que parece que ainda ontem ele estava na minha barriga... não sei definir que emoções me provoca...

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Re: Puberdade: Como elas e eles são diferentes

Mensagem  vivie em Ter Fev 03, 2009 2:20 pm

muito interesante!

tb tenho 1 filho com essa idade!
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Re: Puberdade: Como elas e eles são diferentes

Mensagem  cristinita1 em Qui Abr 09, 2009 2:45 pm

Até que os meus lá cheguem, não me doa a mim a cabeça!
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Re: Puberdade: Como elas e eles são diferentes

Mensagem  Adelaide em Sex Abr 10, 2009 8:21 am

Eu já esou livre disso o meu mais novo tem quase 22 anos.

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